Mostrando postagens com marcador pesquisa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pesquisa. Mostrar todas as postagens

4 de fevereiro de 2013

O combinado não é caro ...

Em tempos de web, a necessidade de encontrar formas de avaliação adequadas às novas práticas pedagógicas surge com mais premência. 

O como e o o quê avaliar apresentam-se aos professores como desafios maiores do que sempre foram. 

Vamos tomar como exemplo uma das atividades mais comuns na Internet: a pesquisaSe o aluno procura informações sobre o que é ser cidadão e digita "cidadão" no Google, encontra aproximadamente 32.000.000 de resultados em 0,25 segundos. Diante dessa oferta de informação em quantidade e velocidade assustadoras, como avaliar a tarefa? 
Como avaliar o resultado final dos esforços dos alunos?
Aqui estão alguns subsídios para se pensar uma avaliação adequada desse tipo de atividade que usa a Internet como recurso. 
Ao propor a tarefa aos alunos,apresentar claramente tema e subtemas a serem pesquisados;
  • relacioná-los a  interesses ou objetivos dos alunos;
  • descrevê-los de maneira instigante e envolvente;
  • relacioná-los a projetos em andamento na escola;
  • considerar os conhecimentos prévios dos alunos sobre o assunto;
  • explicitar conceitos ou princípios importantes que não podem deixar de ser abordados na pesquisa;
  • preparar esses alunos para a pesquisa sobre o tema e anunciar o ponto de chegada dessa tarefa.
Diz o ditado popular que o combinado não sai caro. Para avaliar adequadamente o desempenho dos alunos, combinar com eles o que se espera como resultado da atividade de busca. Veja os exemplos abaixo:
  • Compreensão de páginas da web e resposta escrita ou oral a algumas questões.
  • Produção de texto.
  • Análise de informações.
  • Articulação de informações obtidas em diferentes fontes.
  • Síntese de variadas fontes de informação.
  • Citação completa das fontes.
  • Formulação de questionamentos.
  • Relatório do caminho percorrido durante a pesquisa e critérios utilizados para a seleção das fontes.
  • Formação de opinião para argumentação em debate.
  • Produto criativo.
Outras dicas para facilitar a avaliação dos alunos, ou a auto-avaliação:
  • Divulgar amplamente os critérios para atribuição de nota ou comprovação de índice de sucesso.
  • Discutir objetivamente esses critérios com os alunos.
  • Criar mecanismos para registros de observação, para que se possa avaliar motivação, objetividade, interesse e determinação durante a realização da pesquisa.
Em resumo, é importante que essa avaliação reflita uma boa e sensata prática didática. Nada diferente dos "velhos tempos" quando não havia Internet, mas havia também bom senso e competência do professor.
Bom trabalho a todos!



Publicado originalmente em 20 de mar de 2012

29 de fevereiro de 2012

Pelo celular... lá na escola!
Mobilidade e convergências nos projetos pedagógicos

Sônia Bertocchi  & Claudemir Edson Viana


Os "mais vividos", com certeza, devem se lembrar do samba "Pelo Telefone", autoria de Donga, de 1916. E do verso que diz que "o chefe da polícia, pelo telefone, mandou avisar...". Unanimemente, entendemos que avisou via fala, serviço de comunicação verbal próprio desta tecnologia. Parece muito óbvio para nós – mas lembremos o espanto geral que a invenção do telefone causou poucos anos antes: D. Pedro II, ao ver o invento pela primeira vez, durante a feira de Filadélfia nos Estados Unidos em 1876, disse :  "Meu Deus, isto fala!", e logo comprou 100 aparelhos telefônicos para trazer ao Brasil.

Mas, 133 anos depois, falar por meio do celular é apenas uma das ações que esta tecnologia nos permite fazer. Aliás, é a mais simples e corriqueira atividade: falar pelo celular é o que faz aproximadamente 86% da população brasileira possuidora de celular. Com um custo cada vez menor e tecnologias mais avançadas, encontramos celulares que permitem muito mais que simplesmente falar. Em agosto de 2009, segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), atingiu-se o impressionante número de 164,5 milhões de celulares no país, o que representa um índice de densidade de 85,91 celulares para cada 100 habitantes.



Nova sociabilidade: a portabilidade
O histórico da evolução material da telefonia, aponta uma nova sociabilidade que emergiu sob o suporte do aspecto portátil do celular. A partir da história do telefone, podemos vislumbrar, sob a perspectiva da materialidade da comunicação, as afetações que um artefato técnico pode trazer à tona em uma determinada cultura, como a da presença significativa do celular na contemporaneidade.

Hoje, pelo celular se pode também escrever, fotografar, filmar, editar, jogar, navegar na Internet, enviar e-mail, torpedos, ouvir música ou rádio. São tantas as possibilidades impensáveis há alguns anos, que podemos imaginar o que diria D. Pedro II se pudesse conferir esta evolução. Este avanço tecnológico da telefonia é mais um exemplo claro do que pensadores da Escola de Toronto (Harold Innis, Eric Havelock, Marshall McLuhan) destacavam sobre o fato das tecnologias comunicacionais possuírem o poder de transformar as culturas e as subjetividades, e de estas, por sua vez, provocarem novos ciclos de mudanças tecnológicas, numa dialética sem fim.

Conforme a 4ª Pesquisa sobre o uso das Tecnologias da Informação no Brasil (TIC Domicílios 2008), realizada pela Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), cada vez mais no Brasil utiliza-se o celular para enviar ou receber imagens, acessar músicas ou vídeos. Esta pesquisa anual pela primeira vez incluiu a análise da área rural e mostrou que, mesmo com a maioria da população utilizando os planos pré-pagos (91%), de 2005 a 2008 subiu de 4% para 24% a utilização do celular com o envio ou recebimento de imagens, e de 9% para 23% com o uso de músicas e vídeos, tendo ocorrido um crescimento mais significativo nos dois últimos anos em razão das conexões 3G e da presença no mercado de celulares mais potentes. Isto demonstra como o uso mais multimídia do celular vem ocorrendo entre os brasileiros graças à sua evolução técnica.

Em outra pesquisa também se constata a forte presença dos celulares entre estudantes brasileiros: dados da publicação A Geração Interativa na Ibero–América: crianças e adolescentes diante das telas - um estudo feito em parceria entre a Universidade de Navarra, na Espanha, a Fundação Telefônica e o EducaRede - apontam para o sucesso do aparelho celular entre os jovens de 6 a 18 anos de idade. Em São Paulo, nada menos que 82% dos estudantes que participaram da pesquisa afirmaram possuir um telefone móvel.

Em alguns contextos sociais, usam-se os aparelhos móveis para outras finalidades que, de normalmente secundárias passam a principais, como câmera, tocador digital ou videogame portátil. Exemplos internacionais deste tipo de uso alternativo são o que demonstram os dados de uma pesquisa feita pelaLightspeed.

No Brasil, um exemplo dessa situação é o que ocorre na cidade potiguar de Barcelona. E são os jovens e as crianças que dão show quando o negócio é usar todos os recursos do celular ou quando mostram não terem medo de explorar o celular para aprender como utilizá-lo. E aí está a diferença. Muitos dos adultos, e em especial os educadores, não conhecem ou não usam estes recursos todos e muito menos visualizam como eles e a cultura deles decorrente podem ser associados às práticas escolares.


Atenção: desligar e guardar os celulares. 
Celular na escola? Pode?
Tem causado grande polêmica a criação de leis municipais e estaduais que propõem proibições para o uso do celular nas escolas. Nas redes de ensino onde isto já é praticado, justifica-se que só mesmo com a proibição legal garante-se a autoridade do professor que, desta forma, amparado pela lei, pode se fazer respeitar durante suas aulas, proibindo o uso do celular. "Celular na escola, não!", ou como dizem os não tão radicais, "celular durante a aula, não!".

Mas por que mesmo não pode? O vilão da vez

Para responder a esta pergunta, sataniza-se o equipamento, o celular, e destaca-se o quanto os alunos, crianças e jovens, envolvem-se por tudo o que esta tecnologia de informação e comunicação possibilita, deixando assim de se interessarem pelas aulas dos seus professores. Então, neste caso, a opção melhor é mesmo proibir, censurar, pois se trata de uma concorrência desleal, argumenta a maioria. E por isso, os professores aplaudem tal legislação. 

No entanto, com este tipo de censura, perde a educação e perde a sociedade. Sérgio Amadeu, pesquisador de Comunicação Mediada por Computador e da Teoria da Propriedade dos Bens Imateriais, diz que "não tem sentido você proibir que os estudantes tenham acesso a um meio de comunicação que cada vez mais vai adquirir importância na sociedade. Ao contrário, se a gente tem problemas do uso indevido nas escolas, esse é um bom lugar para ensinar como as pessoas devem se portar com o celular". Amadeu ainda ressalta: "Se existem algumas coisas ruins, como por exemplo, a pessoa usar o celular para fazer um joguinho em sala de aula ou para fazer ligações, isso requer uma postura da escola em relação aos alunos. Se é impossível ensinar um comportamento de uso de celular a um estudante, o que será possível?". A professora Andrea Guimarães Phebo complementa: "A lei só vê um lado da questão: o lado da falta de educação e desrespeito da utilização. Se os próprios educadores não tiverem um olhar diferenciado sobre como podem transformar a ferramenta celular de "vilão" em "mocinho", a lei continuará impedindo que este instrumento tecnológico de múltiplas funções possa se transformar em ferramenta didática". (In.  Educarede: As 1001 utilidades de um celular)

Essas legislações passam a seguinte mensagem: quando não se sabe o que fazer ou como lidar com algo é melhor proibi-lo pura e simplesmente! E erram feio mais uma vez: na escola já se proibiu o uso de jogos, de filmes, de gibis, dos periódicos, da televisão e mesmo do computador no processo de ensino-aprendizagem. Agora, o vilão da vez é o celular!



Definitivamente, proibir por proibir não é o melhor caminho, até porque os jovens são criativos o suficiente para burlar as proibições. Um exemplo dessa criatividade é o que estudantes ingleses inventaram:  "Eles criaram um toque de celular, semelhante a um apito, que a maioria dos adultos não consegue ouvir. Com isso, podem receber avisos de mensagens armazenadas no celular, ou até mesmo chamadas, sem que a professora se dê conta da infração cometida bem à sua frente. O segredo está na freqüência sonora em que o toque é executado: 17 quilohertz, o que resulta num som extremamente agudo. A ciência ensina que a perda gradativa da audição decorrente da idade, ou presbiacusia, começa com a menor percepção dos tons mais altos do espectro sonoro. O toque criado pelos garotos ingleses encontra-se justamente numa faixa do espectro que não é percebida pela maioria das pessoas com mais de 29 anos". (In:  A última travessura: Adolescentes usam toque de celular numa frequência que muitos adultos não escutam. Leoleli Camargo- Veja - Edição 1961 . 21 de junho de 2006. 


Veja Também: 
 • Por que celular na educação? 
 • O celular integrado às atividades do Minha Terra

Publicado originalmente em
http://www.educared.org/educa/index.cfm?pg=revista_educarede.especiais&id_especial=493 
08/12/2009

8 de junho de 2011

Inovação educativa: pesquisa e seminário

O que faz um projeto estar na vanguarda da inovação educativa?

A Fundação Telefônica, em parceria com o Instituto para o Desenvolvimento e a Inovação Educativa da OEI, realizou uma pesquisa em todo o Brasil para identificar esses projetos: os que estão na vanguarda da educação.

O Seminário Fundação Telefônica de Inovação educativa vai analisar projetos, discutir o assunto, reunir profissionais da área, trocar informações, dicas e contar um pouco desta história.

Esperamos por você. Inscreva-se!
Acompanhe a hashtag #FTinovadores e saiba tudo que acontece no seminário.


    30 de março de 2011

    Comunidades virtuais e aprendizagem

    Qual a diferença entre rede social e comunidade virtual?

    Na verdade, rede social é um novo nome para comunidade virtual. Um dos primeiros autores a usar a expressão "comunidade virtual" foi Howard Rheingold, que definiu: "As comunidades virtuais são agregados sociais que surgem da internet quando uma quantidade suficiente de gente leva adiante essas discussões públicas durante um tempo suficiente, com suficientes sentimentos humanos, para formar redes de relações pessoais no espaço cibernético”.

    Veja a íntegra da entrevista que dei ao Instituto Claro em que falo sobre a questão acima e muitas outras como:
    • De que forma as redes podem ser utilizadas como incentivo ao aprendizado dos alunos
    • As comunidades realmente funcionam para o aprendizado
    • Internetês
    • Interatividade 
    • Pesquisa

    10 de março de 2009

    Como avaliar e confiar nos sites para pesquisa escolar

    Há um tempo, movida pela demanda de educadores que se encontravam inseguros quando indicavam pesquisa na web para seus alunos, escrevi uma proposta de atividade de avaliação de sites web para ser aplicada, com as devidas adequações, por professores do ensino básico ( 06 a 18 anos): " Como avaliar e confiar nos sites para pesquisa escolar ". Essa atividade oferece ao professor sugestões de ficha para avaliação de sites e alguns critérios para avaliação de web sites.

    Competências e habilidades
    Apesar de ter sido publicada no EducaRede em 2003, acredito que ainda possa ser útil como proposta de atividade para desenvolver habilidade de análise e competência para avaliar criticamente o conteúdo de web sites.

    Gostaria muito de saber a opinião de vocês sobre essa proposta. Tenho a idéia de incorporar as novas informações oferecidas sobre a questão, ampliar/atualizar essas fichas e republicar o texto.

    3 de maio de 2008

    Ms. Dewey: busca com humor

    Procurando alternativas para fazer suas pesquisas? Ms. Dewey pode não ser uma ferramenta tão boa quanto o Google, mas é mais divertida.

    Dica do Mídias na Educação. Visite o blog e veja outras dicas divertidas, como a piada vencedora do prêmio 1-click de 2007.

    22 de fevereiro de 2008

    Pesquisa da Unicamp: a polêmica

    Canal EducaRede no YouTube
    A Prof. Drª Léa Fagundes, coordenadora do Laboratório de Estudos Cognitivos da UFGRS, critica, em entrevista ao EducaRede, durante a Campus Party, a pesquisa da Unicamp que conclui que uso de computadores para fazer tarefas escolares está relacionado a uma piora no desempenho dos alunos -- principalmente entre os mais pobres e mais jovens .



    Veja a pesquisa aqui.

    14 de fevereiro de 2008

    Como funcionam os mecanismos de busca da Internet

    Clarissa comentou o post sobre busca na Internet:
    A geração Google não sabe aproveitar nem metade do que a Internet oferece: um mundo de conhecimento que, às vezes, é subutilizado pela nova geração. Os próprios mecanismos de busca são mal usados. O site Como Tudo Funciona tem um artigo bem bacana sobre esses mecanismos e como eles podem melhorar a vida do internauta.
    Vejam o que o artigo propõe:
    1. Introdução
    2. Olhando a Web 3. Construindo o índice 4.Construindo uma busca
    5. Busca futura 6. Mais informações 7. Veja todos os artigos sobre Internet
    Obrigada, Clarissa, pela dica.

    13 de fevereiro de 2008

    KartOO: busca com resultados em forma de mapa

    KartOO é um metamotor de pesquisa de Informação Web que representa seus resultados na forma de mapas interativos.
    Os sites encontrados são representados por esferas mais, ou menos grandes, segundo sua pertinência.
    A pesquisa pode ser refinada com os temas e frases propostos pela própria ferramenta.


    Clique nas imagens para ver em tamanho original e entender os mapas.

    Linguagem natural
    Pode fazer perguntas ao KartOO. Assim que detecta um ponto de interrogação (não o esqueça!), KartOO interroga os buscadores mais eficientes em linguagem natural e desenha o mapa dos resultados.

    28 de março de 2007

    Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil

    Lançamento da TIC Domicílios e Usuários 2006

    Conheça os resultados iniciais da 2ª Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil, a TIC DOMICÍLIOS e USUÁRIOS 2006. Navegue pelos indicadores. Leia o relatório. Veja também os números da TIC Domicílios e Usuários 2005.

    Fonte: Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação - CETIC.br - responsável pela produção de indicadores e estatísticas sobre a disponibilidade e uso da Internet no Brasil, divulgando análises e informações periódicas sobre o desenvolvimento da rede no país.