17 de agosto de 2010

A rota do barco

As pressões que um educador recebe hoje para que implemente mudanças em sua prática são enormes e partem de vários pontos: dos pais, dos alunos, da própria escola, da sociedade.

Enfim, há um clamor público para que a escola mude, esteja mais conectada ao mundo, no caso, ao mundo digital. E é senso comum que o ator principal para iniciar essa mudança seja o professor.

Entretanto, fazer essa mudança não tem se mostrado uma tarefa simples: via de regra, o que vemos é o professor trabalhando de uma maneira ainda resistente a uma incorporação efetiva, inovadora, dos recursos que as novas tecnologias da informação e da comunicação oferecem.

Os motivos são vários, complexos e até compreensíveis: muitas vezes, o professor até tem uma atitude positiva em relação à tecnologia, mas, na prática, acaba muitas vezes reproduzindo modelos didáticos tradicionais, influenciado fortemente por sua concepção original do processo ensino-aprendizagem.

Há uma frase- de que gosto muito – que pode ilustrar bem um comportamento comum a muito professores ainda hoje, e que também torna a adesão a essas “novidades” um pouco mais difícil:

"Os professores preocupam-se, muitas vezes, demasiadamente com as aulas do dia seguinte, com o que se passa “dentro do barco”, e esquecem-se de perspectivar o futuro, de tentar descobrir “a rota do barco”.

Essa frase apareceu ainda em Fevereiro de 2000 no Seminário Internacional “Encontros, Percursos e Recursos – as TIC na Escola” (Nónio - ESE de Setúbal)