30 de agosto de 2011

Dados, informações, apresentação, conhecimento

Quando vi esta imagem - publicada pela @danibertocchi, no Intermezzo, o blog -, pensei: todo professor deveria ver, saber isso ... aliás, foi o que comentei lá no post do FB.

Agora, pensando melhor ... continuo achando que essa imagem é significativa e pode suscitar reflexões interessantes sobre situações que ocorrem na prática docente. Mas vou destacar aqui uma apenas e deixar a questão aberta para discussão.

Pesquisa na Internet
Essa imagem poderia levar o professor a se fazer perguntas como:
quando peço uma pesquisa online aos meus alunos, será que o enunciado não está contemplando - sugerindo -  apenas a coleta de dados=data? Ou seja, que eles reúnam apenas os "ingredientes" , sem deixar claro que, ao final, queremos o "bolo"... comer o bolo!

Ou ainda: 
estaria a minha proposta de "trabalho" valorizando demais os dados, em detrimento da informação, da apresentação e... do conhecimento?  
Ou mais ainda:
- expliquei para meus alunos a diferença entre dados, informação, apresentação e conhecimento? Expliquei para eles que entre "os ovos e o bolo" existe um processo?E que, para se chegar ao final, selecionar bons ingredientes apenas não basta ... eles são fundamentais, a base, mas não bastam por si só... é preciso saber trabalhar com eles, dosar, misturar, temperar e ... dar o "seu toque"... 

Ou mais mais ainda:
- será que meus alunos estão mesmo com vontade de "comer este bolo"? Será que a fome deles, neste momento, não é de outra coisa?Um "salgado", talvez?

A propósito, leia também ->Pedagogia do cavalo que não tem sede

Pesquisa X Busca
Bem, para ajudar na reflexão, deixo aqui uma apresentação que fiz já há algum tempo...mas que continua atual. Vejam:


Hora de mostrar ... hora de compartilhar!

Nas últimas semanas, tenho convidado, via Twitter e FaceBook, colegas educadores a mostrarem suas experiências docentes com TIC na rede social do Encuentro Internacional EducaRed 2011
Reitero o convite por aqui, pois sei que há muita gente boa desenvolvendo ótimas atividades nas salas de aula desse Brasil todo. 
Hora de mostrar ... hora de compartilhar!!!

Conheça as experiências já relatadas.

29 de agosto de 2011

Pedagogia do cavalo que não tem sede
- um pouco de Freinet

Durante cinco anos, publiquei na revista L'Éducateur, órgão pedagógico do nosso Instituto Cooperativo da Escola Moderna, uma página-guia que intitulei "Dits de Mathieu", em lembrança à rica personalidade do camponês-poeta-filósofo, herói do meu livro L'éducation du travail.

A inspiração desses Dits encontra-se aqui resumida, no título do capítulo 1: "Uma pedagogia de bom senso".

Minha longa experiência dos homens simples, das crianças e dos animais persuadiu-me de que as leis da vida são gerais, naturais e válidas para todos os seres.

A história do cavalo que não está com sede.

O jovem da cidade queria prestar um serviço à fazenda onde o hospedavam, e então pensou:
Antes de levar o cavalo para o campo, vou dar-lhe de beber. Ganho tempo e ficaremos sossegados o dia todo.

Mas o que é isso? Agora é o cavalo quem manda? Recusa-se a ir para o bebedouro e só tem olhos e desejos para o campo de luzerna! Desde quando são os animais que mandam? Venha beber, estou dizendo!...

E o camponês novato puxa a rédea e depois vai por trás e bate no cavalo com força. Finalmente!...O animal avança... Está à beira do bebedouro...

— Talvez esteja com medo... E se eu o acariciasse?... Olhe, a água é limpa! Olha! Molhe as ventas... Como! Não?... Veja só!...

E o homem mergulha bruscamente as ventas do cavalo na água do bebedouro. — Agora você vai beber!

O animal funga e sopra, mas não bebe.

O camponês aparece, irônico: — Ah! Você acha que é assim que se lida com um cavalo? Ele é menos estúpido que os homens, sabe? Ele não está com sede...

— Pode matá-lo, mas ele não beberá. Talvez ele finja que está bebendo, mas vai cuspir em você a água que está sorvendo... Trabalho perdido, meu velho!...

— Então, como se faz?

— Bem se vê que você não é camponês! Você não compreende que a esta hora da manhã o cavalo não tem sede; ele precisa é de uma luzerna fresca. Deixe-o comer até ele se fartar. Depois ele vai ter sede e você vai vê-lo galopar para o bebedouro. Nem vai esperar você dar licença. Aconselho mesmo que você não se intrometa... E quando ele beber você poderá puxar a rédea!

É assim que sempre nos enganamos, quando pretendemos mudar a ordem das coisas e obrigar a beber quem não tem sede...

Educadores, vocês estão numa encruzilhada. Não teimem numa "pedagogia do cavalo que não tem sede". Caminhem com empenho e sabedoria para a "pedagogia do cavalo que galopa para a luzerna e para o bebedouro".


Célestin Freinet
PEDAGOGIA DO BOM SENSO
Tradução: J BAPTISTA
Martins Fontes
São Paulo 2004

22 de agosto de 2011

Gente com atitude 2.0:
a gente se vê no VI Encuentro Internacional Educared 2011

Sobre espaços de aprendizagem online

Falo hoje de um ambiente online que já reúne quase 5 000 pessoas de 30 países - ao menos - .

Qual?  Não, não é nenhuma comunidade de celebridades ;-))) ... ou Twitter / FaceBook / Orkut de famosos...é povoada por  educadores!!!

Sim, uma comunidade formada por educadores e pessoas interessadas na discussão e produção de conhecimentos sobre educação, inovação e novas tecnologias: a rede social do VI Encuentro Internacional Educared 2011.

Ao adentrar o ambiente, visitar as publicações, os blogs, os fóruns, as fotos, encontrei pessoas que têm o que podemos chamar de atitude 2.0; pessoas que colocam em prática o lema "aprender é compartilhar"; pessoas ativas, participativas, predispostas a experimentar, compartilhar, colaborar e conversar com seus pares; pessoas que querem - e sabem -  aprender em um contexto social em que o mais importante reside na relação entre as pessoas.

Uma alegria a mais: localizei amigas com quem já interagi / interajo em outros projetos / espaços.

Destaco aqui apenas alguns deles e convido vocês a se inscreverem nessa comunidade para conhecerem melhor todos estes e muitos outros educadores que dão vida a essa comunidade ...


Espero vocês por lá!
Página de Machi Alonso
Estivemos juntas na comunidade Coisas Boas da Minha Terra , em 2007. Vencemos as barreiras da língua e, ao lado de centenas de educadores, daqui e de lá, inauguramos
o Intercâmbio EducaRede Brasil Argentina. Saudades!
Edublogueira de longa data, finalista do Concurso EducaRede Brasil em 2006, tutora dos Cursos Educarede Brasil desde 2009. Encontrei a Marli recentemente no TwitterMix, em Bento Gonçalves, RS.
Colega do Máster em Gestão e Produção de E-learning, Universidade Carlos III, Madri. Uma experiência inesquecível. 2008
Parceira no Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital. 2010 / 2011

14 de agosto de 2011

Twitter en la escuela – ¿Por qué no? ¿Por qué sí?


Quien todavía no ha oído hablar de Twitter? Lanzado en 2006, es una de las redes sociales más utilizadas en Brasil en la actualidad. Gratis, Twitter puede ser usado por cualquier usuario de Internet. No exige invitación y permite publicar textos de hasta 140 caracteres como máximo. Es un microblogging. Puede que no hayas oído hablar de Twitter, pero del dicho popular "Me contó un pajarito..." seguro que sí lo conoces. Pues, entre Twitter y el dicho hay mucho en común. Twit, un post de Twitter, puede significar: irritar, censurar, reprender, bromear. “Twittero” es aquel que envía mensajes en Twitter, y significa el gorjeo, el trinar, el piar de un gorrión. Lo sabemos aún que, cuando un pajarito canta, sus parejas contestan en seguida...

O sea: “twittear” es hacer ruido, hacerse oír, hacerse ver, notar, ser leído… en suma: ¡INTERACTUAR!

Lea el artículo completo aqui

8 de agosto de 2011

Google Plus e a sala de aula

Passada a euforia com o surgimento de mais um recurso Google - a rede social Google Plus - chegou o momento de começar a olhar mais atentamente para ele - do ponto de vista do educador -  e buscar suas possibilidades para a sala de aula e seus avanços em relação às demais redes já existentes, que já estão sendo usadas pelos educadores em sua prática pedagógica.


Afinal, uma ferramenta que se apresenta como uma novidade que tem por objetivo tornar mais simples o compartilhamento e fazer com que a conexão entre as pessoas na web seja mais parecida com a da vida real merece a atenção, a observação e a análise dos educadores. Vivemos a cultura do compartilhamento e as facilidades são sempre bem-vindas. Falo aqui hoje sobre as funcionalidades círculos e hangouts.


Círculos: compartilhar coisas diferentes com pessoas diferentes

O sistema +Circles  possibilita ao professor criar diferentes círculos de amizade e dar acesso a informações sobre sua vida apenas às pessoas que desejar.

Essa funcionalidade - bastante simples de usar -  era muito almejada: minimiza o receio que os professores têm de "misturar" sua vida pessoal com a profissional. Organiza as relações!

Ao agrupar as pessoas por critérios de interesses e conveniências, os círculos garantem mais privacidade que as demais redes sociais - FaceBook e Orkut, por exemplo - e possibilitam um melhor gerenciamento dos assuntos e dos amigos.   

Por outro lado, a funcionalidade permite ao professor criar círculos não apenas de pessoas, mas de temas, projetos, disciplinas, turmas.

Isso significa que o professor consegue organizar e acompanhar com mais facilidade as atividades educativas propostas nessa rede.

Hangouts: encontros na rede     

     
Este é um recurso interessante para videochats / videoconferências.

Ideal para realizar reuniões de grupos, discussões entre classes em pequenos grupos etc..

Gratuito, tem funcionamento mais eficiente que o das ferramentas open source existentes.

A vantagem em relação ao videochat do FaceBook  é que no Google+ a comunicação não é apenas de um para um: permite até 10 pessoas em cada sessão, o que abre um leque grande de possibilidades de uso pelos professores com seus alunos.

Em um próximo post, vou falar mais sobre outras funcionalidades do Google+.

Saiba+

1 de agosto de 2011

Educando com telas digitais

No finalzinho de junho, participei de mais um programa da TvWeb, uma atividade do Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital, iniciativa da Fundação Telefônica Brasil e da OEI - Organização dos Estados Ibero-americanos, com apoio da Editora Moderna.

O programa, como é praxe, tratou de aspectos relevantes da cultura digital e do como está sendo - para pais e educadores - educar crianças e jovens nesse contexto. Considerando a época, os participantes focaram em maneiras interessantes e produtivas de se organizar o tempo em que crianças e adolescentes ficam em contato com as telas digitais (TV, computador, vídeo-game e celular), mais especificamente no período que se aproximava: o período de férias escolares.

Deixo aqui para vocês a gravação.