23/05/2011

Literatura de alta velocidade

Alguém já tinha pensado neste conceito? Literatura de alta velocidade?
 

Pois é, Drummond já antecipava: "Escrever é cortar palavras"

João Cabral, na mesma linha:"Enxugar até a morte"

Hemingway: "Corte todo o resto e fique no essencial".
 

Seguindo à risca a lição dos mestres, chegamos aos microcontos: "miniaturas literárias" que cabem em panfletos, filipetas, camisetas, adesivos, postes, muros, tatuagens, cartão postal, hologramas, desenhos animados , arquitetura, instalação, música ... e que podem ser lidas no ônibus, no metrô e ... nas telas do computador. (Cá entre nós, um prato cheio para propostas atrativas de ensino de literatura e integração de novas tecnologias.)
 

O mais conhecido microconto do mundo é  

"Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá."

de Augusto Monterroso, com 37 letrinhas. 

No Brasil, Dalton Trevisan, autor dos recentes "Arara bêbada", "Capitu sou eu" e "Pico na veia" é o representante maior dessa literatura.

Para saber mais:
Midiologia subliminar:a literatura de alta velocidade brasileira no século XXI
Reator 


NOTA
Post publicado originalmente em 27/04/05
Republicado porque a temática continua muito atual, principalmente por causa das novas ferramentas de microblogs. Vale a pena retomar a conversa!

22/05/2011

Jornais: sempre é bom variar
Escolha o seu ... ou seus!

Na minha casa, quando eu era criança, só havia jornal impresso aos domingos. Não que a gente não gostasse de ler...era por questões econômicas mesmo. Meu pai, metalúrgico, sempre foi muito engajado politicamente e buscava sempre, dentro das suas possibilidades, nos garantir acesso à informação.
E era uma festa, logo cedinho, a chegada do meu pai com o pãozinho quente e... o jornal.
Um jornal apenas. Mas a gente se deliciava!

Mais tarde, já professora, eu comprava - também apenas aos domingos e pelos mesmos motivos - 3 jornais diferentes. 
Lia em casa e durante a semana levava para meus alunos de escola pública. 
Era uma dureza em todos os sentidos...dividir os jornais, dividir os cadernos, fazer rodízio entre as equipes...  Quando chegava na sexta, aqueles jornais estavam aos pedaços de tanto passar de mão em mão até que todos vissem os três e fizessem as comparações sobre pontos de vista, linguagem, manchetes, vieses etc.
Bem, hoje, relembro esses momentos e fico muito, mas muito feliz mesmo em saber que professores podem contar com recursos como este: escolher online o jornal - ou jornais - que quiserem mostrar a seus alunos. Espero que aproveitem bem esta possibilidade!




Esse recurso foi uma dica do @Rafael_Parente, via Twitter.
  • Clique a arraste para ver todos os países.
  • Clique no pin para ver a capa do jornal e escolha o idioma em que quer ler.
  • Você pode também fazer uma busca direta pelo jornal do seu interesse.
Boa leitura!

19/05/2011

Internet: de 1605 a 1989

Nesta semana, dia 17, comemoramos o Dia da Internet. Bom momento para saber um pouco mais sobre como tudo começou...Gosto muito deste infográfico e compartilho aqui com vocês. Espero que gostem!

Cliquem na imagem para ver a matéria toda e o infográfico em tamanho original.

18/05/2011

Pelo celular:
proposta de atividade com alunos


15/05/2011

Olia ço ki maravilia!

Eis aqui um programa de cinco anos para resolver o problema da falta de autoconfiança do brasileiro na sua capacidade gramatical e ortográfica (além dos ignorantes, também vai servir pra aqueles que escrevem aquela língua horrível da internet...).Em vez de melhorar o ensino, vamos facilitar as coisas, afinal, o português é difícil demais mesmo. Para não assustar os poucos que sabem escrever, nem deixar mais confusos os que ainda tentam acertar, faremos tudo de forma gradual.

Primeiro ano

No primeiro ano, o "Ç" vai substituir o "S" e o "C" sibilantes, e o "Z" o "S" suave. Peçoas que açeçam a internet com freqüênçia vão adorar, prinçipalmente os adoleçentes. O "C" duro e o "QU" em que o "U" não é pronunçiado çerão trokados pelo "K", já ke o çom é ekivalente. Iço deve akabar kom a konfuzão, e os teklados de komputador terão uma tekla a menos, olha çó ke koiza prátika e ekonômika.

Çegundo ano

Haverá um aumento do entuziasmo por parte do públiko no çegundo ano, kuando o problemátiko "H" mudo e todos os acentos, inkluzive o til, seraum eliminados. O "CH" çera çimplifikado para "X" e o "LH" pra "LI" ke da no mesmo e e mais façil. Iço fara kom ke palavras como "onra" fikem 20% mais kurtas e akabara kom o problema de çaber komo çe eskreve xuxu, xa e xatiçe. Da mesma forma, o "G" ço çera uzado kuando o çom for komo em "gordo", e çem o "U" porke naum çera preçizo, ja ke kuando o çom for igual ao de "G" em "tigela", uza-çe o "J" pra façilitar ainda mais a vida da jente.

Terçeiro ano

No terçeiro ano, a açeitaçaum publika da nova ortografia devera atinjir o estajio em ke mudanças mais komplikadas serão poçiveis.O governo vai enkorajar a remoçaum de letras dobradas que alem de desneçeçarias çempre foraum um problema terivel para as peçoas, que akabam fikando kom teror de soletrar.
Alem diço, todos konkordaum ke os çinais de pontuaçaum komo virgulas doispontos aspas e traveçaum tambem çaum difíçeis de uzar e preçizam kair e olia falando çerio já vaum tarde.

Kuarto ano

No kuarto ano todas as peçoas já çeraum reçeptivas a koizas komo a eliminaçaum do plural nos adjetivo e nos substantivo e a unificaçaum do U nas palavra toda ke termina kom L como fuziu xakau ou kriminau ja ke afinau a jente fala tudo iguau e açim fika mais faciu. Os karioka talvez naum gostem de akabar com os plurau porke eles gosta de eskrever xxx nos finau das palavra mas vaum akabar entendendo.

Os paulista vaum adorar. Os goiano vaum kerer aproveitar pra akabar com o D nos jerundio mas ai tambem ja e eskuliambaçaum.

Kinto ano

No kinto ano akaba a ipokrizia de çe kolokar R no finau dakelas palavra no infinitivo ja ke ningem fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavra ke ningem pronunçia komo por exemplo roba toca e enjenhero e de uzar O ou E em palavra ke todo mundo pronunçia como U ou I, i ai im vez di çi iskreve pur ezemplu kem ker falar kom ele vamu iskreve kem ke fala kum eli ki e muito milio çertu ? os çinau di interogaçaum i di isklamaçaum kontinuam pra jente çabe kuandu algem ta fazendu uma pergunta ou ta isclamandu ou gritandu kom a jenti e o pontu pra jenti sabe kuandu a fraze akabo.
Naum vai te mais problema ningem vai te mais eça barera pra çua açençaum çoçiau e çegurança pçikolojika todu mundu vai iskreve sempri çertu i çi intende muitu melio i di forma mais façiu e finaumenti todu mundu no Braziu vai çabe iskreve direitu, ate us jornalista, us publiçitario, us adivogado, ate us pulitiko i u prezidenti !
Olia ço ki maravilia.A autora é Cynthia Feitosa e foi publicado originalmente no blog CynCity.

14/05/2011

Alunos e professores nas redes sociais:
qual é o limite da amizade?

Uma forma de contato que pode extrapolar os limites da sala de aula são as redes sociais. Os alunos podem ser "amigos" dos professores no Orkut e Facebook e podem seguir seus comentários no Twitter, conhecendo muitas vezes um lado mais pessoal do docente.

Assim, Suellen Smosinski - UOL Educação -  inicia sua matéria sobre a convivência de alunos e professores nas redes sociais.
 
Leia a íntegra da matéria.

Destaques

Em tempo: a matéria conta com um depoimento meu!

11/05/2011

Saberes, sabores e cores: é o TwitterMix

Abaixo-assinado:
um dos mais antigos métodos de democracia
Agora, online

Incentivar a participação social de nossos alunos é uma tarefa que nos cabe sempre.

Deixo aqui mais uma dica de recurso online que pode ser bastante útil: Petição Pública Brasil- Serviço Público Gratuito de Abaixo-Assinados.

Bem simples, o site tem um FAQ bem esclarecedor que o ajudará a entender e criar suas petições. Além disso, você pode acessar os abaixo-assinados mais ativos e os abaixo-assinados criados mais recentemente.

Em tempo:

Abaixo-assinado (ou petição pública), em geral, é a apresentação de um pedido ou de uma proposta, a órgão soberano ou a qualquer autoridade pública, para que adote determinada medida. (Adaptação do Texto da Constituição de 1988, em seu Artigo 153, parágrafo 30).

Pais e filhos