28 de fevereiro de 2011

Paulo Freire e o Twitter

Publiquei recentemente a Carta de Paulo Freire aos professores e, relendo, um trecho me chamou muito a atenção e me levou a imaginar que Paulo Freire não hesitaria em recomendar aos professores que tuitassem ao menos "três vezes por semana" ... Vejam:

"Pensando na relação de intimidade entre pensar, ler e escrever e na necessidade que temos de viver intensamente essa relação, sugeriria a quem pretenda rigorosamente experimentá-la que, pelo menos, três vezes por semana, se entregasse à tarefa de escrever algo. Uma nota sobre uma leitura, um comentário em torno de um acontecimento de que tomou conhecimento pela imprensa, pela televisão, não importa. Uma carta para destinatário inexistente. É interessante datar os pequenos textos e guardá-los e dois ou três meses depois submetê-los a uma avaliação crítica."

Com exceção da carta para destinatário inexistente, que certamente, não caberia em 140 caracteres, o que PF propõe se encaixa perfeitamente na categoria tuíte. Mas, mesmo assim, uma  carta poderia ser postada em pequenos trechos...

Quanto à avaliação crítica desses pequenos textos, creio que ele ficaria exultante com a possibilidade de ela ser amplificada, se dar em tempo real, colaborativamente, em rede. 


O que vocês acham? Viajei?
Como sei que nem todo mundo tem o hábito de ler os comentários, vou inovar aqui e trazer os comentários para o corpo do post... assim, a discussão fica mais visível. Vamos lá com os primeiros que chegaram... depois, incorporo os demais!  
Débora Sebriam disse...
Olá Sônia, Você não viajou não, é uma boa analogia! Eu embarco na tua nave e digo que podia ser algo além de twitter! Atualizar um blog 3 vezes por semana poderia entrar. Publicar algo nos grupos do facebook e por aí vai :) Débora
Thiago disse...
Muito bom Sônia, como consultor em inovação e tecnologias na educação concordo com a utilização consciente dos meios tecnológicos. A tecnologia é um parque de diversões, além de um campo de aprimoramento e de inovação fantástico que co-criamos. Um abraço Thiago Chaer
[Infelizmente Orkut falhou totalmente nisso] RT@FAngelico

@SoniaBertocchi Paulo Freire e o Twitter  http://tinyurl.com/6jrvh79

RT:@SoniaBertocchi: Paulo Freire e o Twitter - http://tinyurl.com/6jrvh79

//#ADOREI
: "Paulo Freire e o Twitter", intrigante analogia de
@soniabertocchi e bem no clima do #porquetic
O CARA SABIA DAS COISAS! --> RT @SoniaBertocchi: Lousa Digital: Paulo Freire e o Twitter http://t.co/wvmbjKi





Em tempo: esta carta foi retirada do livro Professora sim, tia não. Cartas a quem ousa ensinar (Editora Olho D'Água, 10ª ed., p. 27-38) no qual Paulo Freire dialoga sobre questões da construção de uma escola democrática e popular. Escreve especialmente aos professores, convocando-os ao engajamento nesta mesma luta. Este livro foi escrito durante dois meses do ano de 1993, pouco tempo depois de sua experiência na condução da Secretaria de Educação de São Paulo.

Carta de Paulo Freire aos Professores

Faz tempo que quero publicar aqui a Carta de Paulo Freire aos professores. Não sei porque não o fiz ainda... Mas agora deixo o link para a íntegra ... e pequenos trechos para suscitar o desejo de ler mais!!!

Estudar é desocultar, é ganhar a compreensão mais exata do objeto, é perceber suas relações com outros objetos. Implica que o estudioso, sujeito do estudo, se arrisque, se aventure, sem o que não cria nem recria.

Se estudar, para nós, não fosse quase sempre um fardo, se ler não fosse uma obrigação amarga a cumprir, se, pelo contrário, estudar e ler fossem fontes de alegria e de prazer, de que resulta também o indispensável conhecimento com que nos movemos melhor no mundo, teríamos índices melhor reveladores da qualidade de nossa educação.

27 de fevereiro de 2011

Mapa interativo:
redes sociais iberoamericanas

Passe o mouse para ver mais informações sobre as redes. Clique para acessá-las.
                                       

24 de fevereiro de 2011

Ouça o que a Internet diz sobre você

Se quisermos criar uma identidade na rede, a primeira coisa que temos a fazer é escutar o que a Internet está comunicando sobre nós.  

Neus Arqués, escritora e especialista em marketing aconselha:  olhe diariamente as estatísticas sobre os ambientes em que você está presente na rede.

Desta maneira, poderá avaliar tanto o que a rede está dizendo sobre você, quanto o que não diz ... e que seria interessante que dissesse.

Arqués cita a especialista  Anil Dash:

"Meu nome é meu". 
Eu sou a primeira e principal fonte de informação sobre mim".


Leia o texto na íntegra: La identidad digital bien definida, clave para triunfar en Internet

Veja o que a rede está dizendo sobre minha presença no Twitter. Experimente checar a sua também: http://klout.com/


Perfil do Brasileiro nas Mídias Sociais

Como os brasileiros se comportam nas mídias sociais

17 de fevereiro de 2011

A não tão nova lição de casa da escola:
entender, criticar e incorporar novas tecnologias

A eletricidade (1873) passou a ser utilizada por 50 milhões de usuários no mundo apenas depois de 46 anos de existência. O automóvel foi criado em 1886 e somente 35 anos depois chegou a essa marca. O telefone (1876), idem: foram mais de três décadas para se disseminar. O rádio (1906), 22. A televisão (1926), 26. O forno de microondas (1953), 30. O microcomputador (1975), 16 e o celular (1983), 13 anos.
A Internet alcançou essa marca em apenas quatro anos, entre 1995 e 1999, em seu período mais comercial. Em março de 2002, já éramos 561 milhões de pessoas plugadas à rede mundial de computadores. De acordo com cálculos do Instituto do Futuro, Califórnia (EUA), uma inovação tecnológica leva, em média, 30 anos para ser realmente absorvida pela sociedade.
O que essas datas e números nos dizem objetivamente? Primeiramente, o que diferencia tão profundamente a Internet das outras descobertas e invenções humanas é o período de tempo de que ela precisou para entrar na vida de milhões de pessoas. Insignificante. Em segundo lugar, que ainda estamos vivendo um estágio de absorção dessa tecnologia. O que nos leva a crer que, independentemente dessa rápida disseminação, a Internet está hoje, sob uma perspectiva histórica, em uma fase de desenvolvimento embrionário.
Se voltarmos mais na linha do tempo, veremos que a primeira aplicação da eletricidade à comunicação ocorreu no início do século 19 com o telégrafo de Morse. Aí começou a chamada "linguagem digital" e com ela surgiu um volume enorme de termos que não pára de crescer e que precisamos conhecer para participarmos das novas formas de comunicação.
Não faz muito sentido, então, pensar em número de usuários da Internet para avaliar a sua importância e seu impacto em nossas vidas, pessoal e profissional. Para nós professores, o que interessa - ou preocupa - é a rapidez com que ela se instala e passa a fazer parte de nossas vidas e de nossa comunidade - quer queiramos ou não, independentemente de julgamentos de valor. E como estamos lidando com isso.Já em setembro de 99, o Newsweek publicava: "Não existe mais volta. Antes uma novidade, a Internet está transformando o modo como vivemos, pensamos, falamos, amamos, estudamos, fazemos dinheiro, visitamos o médico e elegemos o presidente. Não estamos mais falando sobre o futuro - isto está acontecendo aqui e agora".E é sob a pressão desse "aqui e agora" que surgem as tensões quando nós, educadores, nos propomos a incorporar essa nova tecnologia à nossa prática pedagógica. Temos a sensação de que sempre estamos atrasados, desatualizados, perdendo alguma coisa. Sentimos que nossas convicções estão fragilizadas, que as hierarquias há muito internalizadas estão sendo subvertidas e que novos e complexos padrões se impõem com força e velocidade assustadoras.
Aí estão: a velocidade, o tempo. Tempo que nem sempre temos, mas de que precisamos. Tempo para uma ampla e profunda reflexão sobre nossa formação profissional - onde, quando e como ocorreu e, principalmente, em que bases filosóficas ela se fundamenta. Tempo para passar por diferentes etapas de aprendizado e adquirir habilidades para "mexer com computador". Tempo para tentar "ajustar" nossas convicções prévias às condições concretas e objetivas com que nos deparamos na execução de um projeto que utiliza a Internet, por exemplo. Tempo para reunir condições de associar os recursos que a máquina oferece aos objetivos de nossa atividade docente. Tempo para discutir, reavaliar e aprimorar as relações pessoais em nosso ambiente de trabalho.
Não existe receita... modelo, mas alguma certeza a experiência nos garante: quando se tem sensibilidade e criatividade para se proporcionar esse tempo, temos grande chance de alcançar o objetivo maior: professores integrando não só positiva, mas criticamente novos recursos tecnológicos à sua prática.
Para isso, há que se dedicar tempo, investir em formação e respeitar a trajetória de cada um que, nesse caso, é muito, muito particular mesmo. Diz um ditado popular que o tempo muda as coisas, mas diz também que, na realidade, quem tem de mudá-las é cada um de nós, com o tempo.  

Fotos: Commons - Flickr - Blind stenographer using dictaphone - Amateur wireless station

16 de fevereiro de 2011

O que você faria se um aluno o(a) insultasse no Facebook?

Irritado com a tamanho/quantidade da lição de casa, Donny Tobolski, estudante americano do primeiro ano do ensino médio, escreveu na sua página do FaceBook que a sua professora era uma “gorda que devia parar de comer fast food, e uma escrota”.*

Fez essa postagem do computador da sua casa, fora do horário das aulas, mas a escola aplicou uma penalidade a ele: uma suspensão.

Em sua defesa, a União Americana de Liberdade Civil  considerou essa medida como uma violação do direito à liberdade de expressão do aluno. O diretor da escola - a Mesa Verde High -  anulou então a punição.  O comentário está bloqueado, de acordo com as leis federais e estaduais e o Código de Educação do país. 


O que diz a mãe?  
Em depoimento ao jornal San Francisco Chronicle, a mãe admite que o comentário foi inapropriado e justifica:
“(…) ele estava apenas desabafando, como todo mundo costuma fazer, sentado na grama durante o intervalo”, disse ela. “Alunos sempre vão comentar sobre seus professores. Eu não quero ele falando desse jeito a respeito de nenhuma figura de autoridade, mas não o bastante para um ato disciplinar que ficaria no histórico do garoto. Ele não representou nenhum tipo de perigo, (...)"
O que VOCÊ faria?     Para levantar esta questão aqui no Lousa, publiquei há uns dias uma enquete - obviamente sem valor de pesquisa - apenas para ter uma idéia do que os professores fariam em uma situação semelhante.

Agradeço muito aos 66 educadores que responderam.

Segue o resultado.
  • O que você faria se um aluno seu a (o) chamasse de gorda (o) e escrota (o) no Facebook?
  1. Ignoraria 9 (13%)
  2. Conversaria com ele sobre 17 (25%)
  3. Promoveria debate em sala de aula sobre liberdade de expressão 34 (51%)
  4. Exigiria sua suspensão por 3 dias  0 (0%)
  5. Exigiria retratação via FaceBook  2 (3%)
  6. Postaria mensagem no FaceBook dizendo que ele é sem educação e escrotinho  4 (6%)
Conto com vocês para fazer uma análise -  via comentários -  desse resultado. Mas vou deixando já algumas considerações iniciais:
  • fiquei assustada com o número de educadores - 13% -  que optaram pela alternativa 1: ignorar. Quero acreditar que talvez fosse mesmo por não ter idéia do que fazer, como agir, já que o fato havia acontecido no "virtual" e não no presencial. Inclusive, recebi uma sugestão pelo Twitter pra colocar a opção "Não sei"... mas a enquete já havia recebido votos e não podia mais ser editada.
  • considero um bom sinal não ter havido votos para a opção 4: pode indicar que professores já saibam que essas medidas burocráticas da escola tradicional - a suspensão, no caso - não se aplicam às ações de seus alunos em ambientes virtuais. Que nesses ambientes, as estratégias de relacionamento são outras. Enfim, que transpor o presencial para o virtual não é boa solução. Nem no presencial essa medida funciona!!!
  • a opções 2(25%) e 3(51%) denotam a vontade do educador em debater a questão. Sempre é bom conversar individualmente, mas também sempre é "muito" bom colocar questões polêmicas como esta  para o grupo de alunos e conseguir uma decisão compartilhada, o que a torna mais legítima. Ao optar por uma das duas (2 ou 3) o educador entendeu que a atitude do aluno era inaceitável, inapropriada e que esse comportamento precisava  ser discutido. Entendeu também que comportamentos em ambientes virtuais deve sim ser assunto a ser conversado entre alunos e professores. É currículo!
  •  as opções 5 e 6 me surpreenderam... e muito!
Aguardo comentários !!!

15 de fevereiro de 2011

Seja o artista: gerador de net arte

Usei esta ferramenta para produzir recursos para uma palestra que dei sobre arte digital no ano passado. Estou republicando. Professores e alunos gostaream muito a idéia.
Confira...seja o artista você também!
Preencha os campos do formulário e gere sua obra de net art. Experimente!




Fonte: http://nag.iap.de/

13 de fevereiro de 2011

#egitoparty...lutando por algo melhor
#somethingbetter


Foto postada no Twitter por @flaviofachel

Foto retirada do infográfico abaixo - No ícone Bloggers


O infográfico abaixo é interativo. 
Clique para explorar.



12 de fevereiro de 2011

Educação nos top trends?

Oops... no lugar do E, leia-se O.... mas, valeu @anabrambilla *


E comemoramos!!!

Para saber a história toda, deixo aqui o link para a matéria que a @vanerodrigues fez para o @educaredebrasil ...ela conta direitinho como foi.

EducaRede –
um case de uso estratégico das rede sociais

 

*Ana Brambilla é editora de Mídias Sociais do portal Terra 

Brambilla é professora da pós em Mídias Digitais, Comunicação e Mercado da FAG. Vai ser dela a aula inaugural do curso, dia 25 de março, com a disciplina sobre "Redes Sociais, Cultura Digital e Mídias Interativas". 

11 de fevereiro de 2011

Estamos todos conectados

A @deborasebriam - amiga tuiteira - me enviou ontem um tuíte dizendo: acredito que você irá gostar http://vimeo.com/19569018

Ela sabe que estou sempre à procura de recursos interessantes que possam ilustrar minhas palestras sobre redes sociais, mídias digitais, enfim,  novas metáforas sobre o que significa estar em rede.
E acertou: gostei muito e compartilho aqui com os amigos que acompanham o Lousa.
Obrigada, Débora!



WWF - Estamos todos conectados  por Troublemakers.tv no Vimeo.

Sobre o que as pessoas tuítam?

Dia desses, estava sentada em um café de livraria, concentrada na leitura de um livro novo, quando minha atenção foi literalmente roubada por pai e filha - uns 14 anos -  sentados na mesa ao lado:

- Você precisa criar um Twitter pra mim...urgente!
- Mas pai, por que você quer um Twitter?
- Porque todo mundo fica me perguntando: Você tem Twitter, qual é seu Twitter? Cansei...quero um!
- Mas vai tuitar sobre o quê?
- Ah... isso eu vejo depois...preciso de um Twitter!!! Dá pra fazer esse favor pro seu pai?

Bem, tentei voltar à leitura, mas a concentração já era... um pensamento ocupava minha mente: sobre o que as pessoas tuítam? 




















Bem, este gráfico sanou a minha dúvida...e me deixou uma quase certeza: a de que o tal pai lá da livraria tem grandes chances de se encaixar nos 40,55% que tuítam baboseira...

Ou estou sendo maldosa?

Esta imagem é parte do infográfico A República do Twitter

10 de fevereiro de 2011

Web: qual o nível de sua dependência?

Como você sabe se já está viciado ou caminhando rapidamente para o problema?

O Teste de Vício em Internet é a primeira medida validada e confiável de uso dependente da Internet.  Clique aqui para ler o estudo


Direitos e Internet:
para abordar o assunto

Esta foi outra tirinha que criei para introduzir o assunto Direitos e Internet em um encontro de formação de professores.

Clique na imagem para ver em tamanho grande 
e conhecer o site da ferramenta ToonDoo.
Direitos

Tirinhas:
sempre um bom recurso para professores

Esta foi uma das primeiras "tirinhas" que fiz usando o Toondoo, uma excelente ferramenta para produção de HQ. Precisava de um recurso visual para fazer a abordagem de um assunto em uma palestra e recorri às tirinhas...Sempre funcionam...Mesmo que a criadora não seja uma expert nessa arte!!! 
Experimente criar a sua!

Posicione o mouse sobre a imagem e movimente para ver a tira toda.



Criação: soniabertocchi | Crie a sua tirinha em www.toondoo.com
Esta tirinha já teve 7595 visitas desde 2009


4 de fevereiro de 2011

Energia elétrica e mídia tradicional:
tudo "apagado"

Ontem à noite, vi televisão e tuitei ao mesmo tempo...o que já se tornou um hábito. Mas isso não é nem novidade nem importante...
Vamos direto ao ponto: assisti a um programa sobre implantação da usina Belo Monte, na Amazônia, , seus prós e seus contras;  vi também um outro sobre como as novas mídias influenciaram as últimas crises no norte da África e Oriente Médio,onde se discutiu muito sobre o papel da mídia cidadã, sua importância, força, legitimidade, credibilidade.
  
                             Twitter roubou minha atenção                                    

Coincidentemente, enquanto acompanhava o segundo programa, por volta das 23, 23h30, vi que tuiteiros da minha timeline relatavam insistentemente um apagão em vários estados do Norte e Nordeste do país. 

Pensei: tudo a ver com os programas da TV - apagão, geração de energia elétrica, usina de Belo Monte, nordeste e...redes sociais em situação de crise.

Primeiro lugar no TT mundial                     

E, a cada segundo, chegava um tuíte novo dando conta de mais uma localidade sem energia elétrica.  

Algumas pessoas duvidavam, achavam que era um trote.  

Outras alertavam para situações de violência por causa da escuridão total.   

Muita gente perplexa contando o que se passava em seu bairro, sua cidade e também buscando informações mais precisas sobre aquela escuridão toda: o que teria causado, as conseqüências, quando a energia seria restabelecida, que medidas as autoridades estavam tomando.

Em segundos também, a tag "apagão" ocupou o primeiro lugar dos trends topics ... do mundo ... e a agência BreakingNews noticiou o apagão brasileiro, via seu perfil no Twitter. 
 Bora trabalhar...     
Mas o curioso foi que nenhuma TV, aberta ou paga, ou site de notícias nacionais, durante todo esse tempo, sequer aludiam ao fato.Os tuiteiros, indignados,  reclamavam da falta de informações oficiais e chamavam as redações da mídia tradicional pro trabalho.
  O apagão nas redações      Duas horas depois...    Twitter e tuiteiro     

   

Primeira notícia na mídia brasileira

A primeira nota sobre o apagão veio, meia hora depois, no Terra e, curiosamente também, se baseava em posts de tuiteiros...e ilustrava a matéria com uma foto de internauta!

Por ora, não há informação oficial sobre o blecaute, mas prosseguem relatos desencontrados sobre a sua extensão.

Segundo posts no Twitter, aos poucos a luz retorna em Fortaleza; em Salvador, às 02h10 (horário de Brasília), alguns pontos voltaram a ficar iluminados.

O mesmo ocorre em outras cidades nordestinas, como Aracaju.

E, na falta de informações mais úteis a quem estava no breu total em sete estados, noticiou, assim como o G1(duas horas depois) que o show da Ivete Sangalo sofreria um atraso por falta de energia elétrica...

 



Assim,  o cidadão mídia, ou a mídia cidadã, via ferramenta  Twitter, fez direitinho sua lição de casa ontem à noite:
  • recebeu e repassou, em tempo real,relatos sobre a situação no seu entorno e em diversas localidades do país,
  • criou um ambiente colaborativo, participativo,
  • procurou apurar a veracidade das informações,
  • confrontou informações desencontradas,
  • convocou autoridades para que se pronunciassem,
  • estabeleceu um fluxo interativo e
  • pautou a mídia tradicional .
    Parabéns aos tuiteiros de plantão durante o blecaute...da energia e da mídia...O mesmo não posso dizer para a mídia tradicional. Uma pena!

    Em tempo:
    1. resolvi registrar essa história aqui para que possa, depois, colocá-la em debate em momentos de formação de educadores. Sei que esses exemplos falam alto e que podem motivar o professor a trabalhar em sala de aula com as novas mídias sociais;
    2. as imagens foram feitas em tempo real via iPhone;
    3. agradeço muito às pessoas da  minha timeline, sempre atentas ao que passa e sempre colaborativas.


    3 de fevereiro de 2011

    Minha mãe está no FaceBook?

    Esta é uma das grandes mudanças na demografia das redes sociais: americanos com mais idade estão aderindo à Internet e a sites de relacionamento.  

    Jovens estão tendo que conviver com mães, pais e avós na rede! 

    Clique na imagem para ver em tamanho grande e explorar melhor o infográfico.

    Mas já adianto alguns dados:
    • 47% dos usuários têm entre 50/64 
    • 26% dos usuários têm mais de 65
    Recomendo também que vejam:

    • crescimento nos anos de 09/10
    • o que esses adultos fazem na Internet
    E deixo também perguntas: como será essa convivência? Como se comportarão jovens, pais e avós sabendo que estão sendo vistos pela família?  
    Como fica a privacidade?

    2 de fevereiro de 2011

    Mídias sociais na escola:
    questão de cidadania

    Quem me acompanha sabe que sou uma defensora de primeira hora do uso das novas midias sociais na educação. Considero importante que professores conheçam esses recursos e explorem ao máximo o seu potencial comunicativo e interativo junto aos alunos.Tenho falado muito sobre isso em minhas participações em eventos de educação e colocado em prática as minhas idéias em projetos dos quais participo. 

    Redes Sociais na escola: por que não?

    Orkut na escola: por que não?

    Redes Sociais e Educaçao - na Campus Party 2010

      Sei que é um assunto polêmico para os educadores, e que existe muita resistência - na maior parte das vezes, baseada em preocupações com as questões de privacidade e segurança na rede.Mas penso também que essas questões devem ser debatidas exaustivamente em sala de aula e que é tarefa da escola promover situações para uma aprendizagem efetiva de como estar em rede com segurança, privacidade, responsabilidade.

      Dica                                                                                                      
      Hoje, vou deixar uma dica para professores: um exemplo de um cidadão comum que viu em uma mídia social - YouTube - o caminho para exercer sua cidadania. Vejo essa situação como um case de sucesso que deveria servir de inspiração para educadores trazerem a questão do uso das mídias sociais para dentro da sala de aula e trabalharem questões como cidadania, direitos, controle, imprensa tradicional, novas mídias...e por aí afora. Separei um trecho da entrevista que esse cidadão, Oswaldo Luiz Borrelli, deu ao UOL Tecnologia.
      - UOL Tecnologia - Porque optou pelas redes sociais em vez de recorrer à imprensa tradicional?
      - Borrelli - Os meios tradicionais não têm a agilidade que eu precisava. Precisaria ter escrito para a “carta ao leitor”. Minha mensagem passaria, então, por uma triagem e pelo crivo de um editor. Precisava de uma geladeira. Não poderia esperar por esse processo. Além disso, milhares de consumidores escrevem para a imprensa todos os dias. Precisava chamar a atenção. Leiam a matéria completa


      Assistam ao vídeo
      Ah... esqueceram de revisar o texto da faixa. 
      O correto é: A Brastemp trata mal os seus clientes. Quer saber por quê?
      A outra opção seria: Quer saber o porquê? 
      Mas o recado foi dado!!!

      1 de fevereiro de 2011

      Do banho-maria ao microondas...

      Não ... este não é um vídeo sobre cozinha!
      É uma pequena história - 2 minutos - sobre uma professora,
      contada por Celso Antunes.
      Vale a pena conferir!

      Ativismo digital:
      onde, quando e como protestos foram organizados via Internet e celular




      Clique no nome do país, veja sua localização no mapa e um breve histórico do uso da Internet e redes sociais nos  protestos.



      Leia também

       

      Protestos no mundo árabe: panorama

      Alunos e professores estão retornando das férias hoje na maioria das cidades brasileiras. Um dos assuntos do momento é a seqüência de protestos em parte do mundo árabe. Para quem perdeu o início da história toda, esse infográfico pode ser muito útil para abordar a questão em sala de aula.

      Como se desconecta um país?

      Não sei responder a esta pergunta!

      Mas fiquei muito curiosa para saber como o governo do Egito teria deixado, em segundos, um país de 80 milhões de habitantes sem Internet.

      O Gizmodo me explicou. Vejam.