31 de agosto de 2010

2010: mapa das redes sociais


Esse infográfico foi uma dica da professora @mtonus .

Como sabe que gosto muito dessa forma de comunicação, ela "mata" - regularmente e bem - minha sede por infográficos. Agradeço.

Para ampliar, clique na imagem.

19 de agosto de 2010

Na trilha do educando

Em julho passado, conversei com o jornalista Sergio Rizzo, da Revista Educação, e dei depoimentos sobre o uso de redes sociais em educação.Vejam alguns trechos da matéria Na trilha do educando.

"Seria interessante que os educadores ficassem atentos a alguns dados", alerta a pesquisadora Sonia Bertocchi, gestora da comunidade virtual Minha Terra. "Redes sociais, como o Orkut e o Facebook, já são mais utilizadas do que e-mail. Até 2009, o Orkut foi a rede social dominante no Brasil, alcançando 21 milhões de visitantes únicos em setembro de 2008. Naquele mês, cada um deles passou em média 496 minutos no site e fez 28 visitas."

Esse cenário, no entanto, se altera com velocidade impressionante. Em abril deste ano, um estudo da StatCounter - que monitora o uso da internet - colocou o Orkut em quinto lugar entre usuários brasileiros, com apenas 1,67% do total do tráfego. Na primeira posição, veio o Twitter, com 55,84%, seguido pelo Facebook, com 20,14%, e pelo You Tube, com 16,27%. O ranking inclui ainda sites menos conhecidos, como o StumbleUpon, com 3,19%, o Delicious, com 0,69%, e o Digg, com 0,34%. As demais redes sociais respondiam por 2,79% do tráfego brasileiro. Nesse mesmo estudo, os números globais traziam o Facebook na liderança, com 55,13%, seguido por StumbleUpon, com 21,83%, e pelo Twitter, com 7,15%.

Sonia considera também que educadores deveriam levar em consideração "a demografia das redes sociais no que se refere ao uso pelos jovens". Pesquisa apresentada nos EUA em abril deste ano pelo site Flowtown (1) aponta para a predominância do público adolescente em algumas redes, como o My Space, em que a faixa de 0 a 17 anos representa o maior contingente. No Facebook, quase um terço dos usuários tem até 24 anos. Pouco menos de metade dos que frequentam o Reddit e o StumbleUpon
não completaram 35 anos. Em quase todas as redes pesquisadas, o público com menos de 45 anos é amplamente majoritário.

"Os professores não podem, ou não deveriam, ignorar esses dados nem essas ferramentas", observa Sonia. "Seria interessante que olhassem para as redes sociais como ambientes virtuais que oferecem muitas formas de interação com diversas pessoas, que estimulam o contato com a diversidade sociocultural, criam condições para se fazer uma rede de amigos e para se manter informado pelo assunto de seu interesse." Um passo seguinte, recomenda, "seria os professores se apropriarem dos recursos oferecidos pelas redes sociais, visualizar o que trazem de possibilidades para a aprendizagem de seus alunos, e incorporá-los ao currículo de maneira inovadora".

Uso de Redes Sociais na Escola

"Já em dezembro de 2008, 17,2 milhões de pessoas acessaram o Orkut nos lares brasileiros, o que significa sete em cada 10 internautas residenciais, o que o alça à posição de rede social de maior adesão no País. Em média, cada usuário gasta quatro horas e 40 minutos por mês no site, segundo o Ibope/NetRatings. O site é o segundo colocado em visitantes, perdendo apenas para o buscador Google, mas possui o maior volume de acessos e o maior tempo gasto da web residencial brasileira.
O principal público do Orkut são os adolescentes. Pessoas com até 20 anos representam 56% dos acessos ao site. Uma criança abre em média 470 páginas por mês, um adolescente vê 1.850 e adultos não passam de 700 (Ibope/NetRatings).De acordo com o levantamento Kids Experts 2008, encomendado pelo canal infantil Cartoon Network, 80% dos adolescentes entre 13 e 15 anos e 67% das crianças entre 10 e 12 usa com freqüência programas como MSN Messenger ou Google Talk."

Leia aqui a íntegra de uma entrevista que dei ao Cenpec. Participaram também Raquel Recuero, Professora de Comunicação Social da Universidade Católica de Pelotas (UCPel/RS), Vani Kenski, doutora em Educação, autora do livro "Educação e Tecnologias, e Marta Argolo, Professora Orientadora de Informática Educativa- POIE - da Prefeitura Municipal de São Paulo.
Convido a todos para asssitirem à transmissão online do debate que marcará o lançamento do Grupo de Estudos na Cultura Digital.
Tema: “Educar na Cultura Digital: Geração Y, cibercultura e mudanças de comportamento.”

Participantes:

Léa Fagundes – Docente no programa de Pós-Graduação Informática na Educação/UFRGS, Coordenadora de pesquisa no Laboratório de Estudos Cognitivos (LEC/UFRGS) e Assessora do Ministério da Educação.

André Lemos @andrelemos– Coordena o projeto de pesquisa do CNPQ – Grupo de Pesquisa e Cibercidade. Membro Fundador da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura atua na área de comunicação e tecnologia, com ênfase em Cibercultura.

Rodrigo Nejm @safernet– Psicólogo e Diretor de Prevenção da Safernet Brasil, responsável pela criação de materiais pedagógicos e cursos para prevenção aos cibercrimes contra os Direitos Humanos no Brasil.

Renata Simões @nilda – Jornalista e apresentadora do programa Urbano (Multishow).

Data: 20 de Agosto

Horário: 19h


Grupo de Estudos: a proposta

O Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital foi criado para apoiar educadores interessados em trocar experiências e debater com colegas de todo o Brasil sobre os desafios que as inovações tecnológicas da atualidade trazem para o cotidiano de ensino e aprendizagem na escola.

O uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na educação é um tema emergente no mundo todo. Professores, acadêmicos e gestores dos mais variados países cada vez mais se dedicam a estudar formas de aproximar a escola das constantes inovações da sociedade provocadas pela era digital.

Se hoje a Internet não é mais uma rede de computadores, mas sim uma rede de pessoas, formar o cidadão do século XXI para as competências e habilidades que emergem de novas práticas sociais mediadas por dispositivos eletrônicos tornou-se o grande desafio para a educação.

* Como formar pessoas com capacidade crítica e criativa para o mundo atual?
* Como ensinar a capacidade de viver uma vida digna, responsável, produtiva, sustentável e saudável em um mundo globalizado?
* Como tornar os alunos conscientes de seus direitos e deveres preparados para aprender durante toda a vida?
* Como garantir o respeito à diversidade, compartilhando e produzindo conhecimento e cultura em um mundo impregnado por múltiplos idiomas e tecnologias?

Não fique sozinho nessa reflexão!
Participe do Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital, um espaço virtual, aberto e gratuito, no qual você vai poder debater ideias, trocar experiências e compartilhar conhecimento!

O Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital tem como suporte um ambiente de formação online interativo (plataforma Moodle), especialmente elaborado para valorizar a troca e a colaboração entre os participantes e, ao mesmo tempo, disponibilizar referências bibliográficas, fontes de pesquisa e materiais didáticos de diversas naturezas aos educadores.

Para reproduzir a mesma atmosfera criativa dos tradicionais grupos de estudos presenciais, o Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital tem a colaboração de uma equipe de especialistas-moderadores para promover a orientação de estudos dos conteúdos selecionados e incentivar o debate e o intercâmbio de experiências. Organizado em módulos temáticos não sequenciais, é possível participar de um ou mais temas de discussão.

O participante pode freqüentar o ambiente livremente sempre que desejar para encontrar colegas e /ou realizar atividades programadas, e ainda avaliar sua própria aprendizagem por meio de questionários oferecidos.

Os objetivos do Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital são os seguintes:

* Incentivar a discussão e a troca de experiências entre educadores ;
* Proporcionar o aprofundamento teórico em relação aos temas de educação e cultura digital;
* Estimular o desenvolvimento de atividades práticas e desafiadoras .

A participação é totalmente gratuita e a inscrição pode ser feita a qualquer momento.

Grupo de Estudos: módulos temáticos

1) O Mundo Digital: linha do tempo da evolução tecnológica (foco na passagem da Revolução Industrial à Era Digital)

2) A Geração Interativa: quem são, o que anseiam, como se comportam, hábitos, habilidades, competências.

3) Aprendizagem na Cultura Digital: pesquisar (análise crítica), comunicar (colaboração e compartilhamento) e publicar (autoria)

4) Inovação Pedagógica: diferença entre tecnologia e metodologia, a construção de um novo currículo

5) Avaliação em TICs: quais os avanços efetivos para o ensino e a aprendizagem

A participação é totalmente gratuita e a inscrição pode ser feita a qualquer momento.

17 de agosto de 2010

A rota do barco

As pressões que um educador recebe hoje para que implemente mudanças em sua prática são enormes e partem de vários pontos: dos pais, dos alunos, da própria escola, da sociedade.

Enfim, há um clamor público para que a escola mude, esteja mais conectada ao mundo, no caso, ao mundo digital. E é senso comum que o ator principal para iniciar essa mudança seja o professor.

Entretanto, fazer essa mudança não tem se mostrado uma tarefa simples: via de regra, o que vemos é o professor trabalhando de uma maneira ainda resistente a uma incorporação efetiva, inovadora, dos recursos que as novas tecnologias da informação e da comunicação oferecem.

Os motivos são vários, complexos e até compreensíveis: muitas vezes, o professor até tem uma atitude positiva em relação à tecnologia, mas, na prática, acaba muitas vezes reproduzindo modelos didáticos tradicionais, influenciado fortemente por sua concepção original do processo ensino-aprendizagem.

Há uma frase- de que gosto muito – que pode ilustrar bem um comportamento comum a muito professores ainda hoje, e que também torna a adesão a essas “novidades” um pouco mais difícil:

"Os professores preocupam-se, muitas vezes, demasiadamente com as aulas do dia seguinte, com o que se passa “dentro do barco”, e esquecem-se de perspectivar o futuro, de tentar descobrir “a rota do barco”.

Essa frase apareceu ainda em Fevereiro de 2000 no Seminário Internacional “Encontros, Percursos e Recursos – as TIC na Escola” (Nónio - ESE de Setúbal)

O mundo é a internet.

Compartilho aqui com vocês a opinião de Manuel Castells, sociólogo espanhol, veiculada em recente entrevista a Juan Cruz, do jornal El País.
“...a internet é nosso contexto de comunicação, é o que temos, é o que vivemos, não é uma coisa estranha, é como pensar como vivemos com eletricidade. Nem pensamos nisso. Para os jovens de 20 anos, para não falar das crianças de cinco anos, o mundo é a internet. Não se concebe outro mundo que o da internet. A questão da pouca familiaridade com a internet se resolve quando a minha geração desaparecer.”

Para pensar bem...

De volta

Depois de um período difícil, estou de volta ao Lousa...retomando as postagens e o contato com vocês por aqui.
Abraço a todos.